Marcos Moraes: o precursor do futebol de salão da Perdigão

Natural de Santa Maria (RS) e gremista de coração.

A Perdigão de Videira foi a primeira grande equipe do futebol de salão do Brasil, podemos definir talvez como a primeira equipe profissional da modalidade; logicamente pelo investimento da ‘Família Brandalise’, mas também é claro, por Marcos Moraes, um dos homens fortes que começou a saga vitoriosa.

Natural de Santa Maria, mas criado em Cruz Alta, o gaúcho e gremista de coração, Marcos Moraes concedeu entrevista à Rádio Vitória no dia 29 de março de 2021.

Atualmente residindo em Garopaba (SC), se considera “catarinense de adoção”, afinal são mais de trinta anos em Santa Catarina, muitos deles dedicados ao futsal, uma de suas grandes paixões.

A PERDIGÃO

Formado em Educação Física, Marcão, como é carinhosamente conhecido, chegou em Videira, em 1978, para comandar o setor de Recreação, Esporte e Lazer, da empresa Perdigão. Primeiramente, em competições internas, entre funcionários e após o futebol de salão profissional.

Em Ushuaia na Argentina, com a delegação da Perdigão Futsal, uma das históricas viagens.

Sou extremamente grato ao Saulzinho Brandalise. Ele que me proporcionou tudo isso, todas as experiências fantásticas, comentou Marcos Moraes.

Em 1984, surge então, a ideia de criar um time profissional. Marcão confidenciou que inclusive, a primeira ideia era montar uma equipe de voleibol, porém na época já haviam muitas potências, e como o futebol de salão era uma novidade, pois até então, as equipes que tinham eram ‘semi profissional”, surgiu o projeto futsal. Daí pra frente, todos já conhecem: uma super máquina de conquistar títulos. No início Marcos Moraes, foi preparador físico, técnico, além de acumular outras funções.

  • Na época a Perdigão duela com a GM, Sumov, Bradesco, Moinho Água Branca, Transbrasil, Enxuta, Trilhoteiros, Sadia entre outros.
AS PRIMEIRAS CONTRATAÇÕES

De Lages, vieram os atletas Miltinho, Gesar e Chapo.

GRANDES CONTRATAÇÕES

Ike, na época jogador da seleção brasileira de futebol de salão.

Depois vieram Paulinho Cavalcante, Selmar, André, Bolinha, Norberto, Giovani, Reinaldo, Cocão, Mauro Brasília, Pança, Zequinha, Magrão, Chico Linz, Paulo Nunes (veio do Atlético Mineiro), Ivan, Marcio Brancher, Belinho e Jackson.

Vendo a chegada de grandes estrelas do futebol de salão, Marcos Moraes, mostrando inclusive sua humildade, pediu para sair do comando técnico da equipe, quem assumiu em seu lugar foi Laerte Vieira.

CHESTER SHOW

Na época, a Perdigão apoiava um dos maiores conjuntos de baile da época: O Chester Show. Marcos Moraes, era fã de carteirinha.

Detalhe curioso: Dois dos integrantes da banda, eram cegos. O comandante da banda era Nelsi Vanz. Dois dos integrantes do renomado conjunto eram videirenses.

Exigia muito dos jogadores, mas quando era festa, fazia mais que os jogadores. Recordo do costelão do Talá, e de outras tantas histórias.

FELIPÃO E MURTOSA

Fernando Ferreti e Marcos Moraes, iniciaram a parceria de sucesso, por ido dos anos 1987. De lá pra cá, foram inúmeros títulos de Brasileiro (Liga Nacional), Taça Brasil, Sulamericanos, Libertadores, entre outros.

CHURRASCO NA VASILHA?

Em um dos inúmeros churrascos da Perdigão, depois da décima “cuba” (mistura de whisky com coca-cola), Marcos Moraes serviu a carne aos convidados, em uma vasilha de seu cachorro.

JACKSON, FALCÃO OU MANOEL TOBIAS?

Todos com suas características. Jackson sempre na dele, um excelente jogador (adorava limonada). Manoel Tobias, competitivo, não gostava de perder nunca. E Falcão, dava show. Três super craques. Destaco ainda Ortiz: “a biomecânica do corpo, mais perfeita que conheci”.

Fotos: Internet

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