Cruzeirinho Fraiburgo – Década de 80

Base da equipe era formada pelas famílias Cruz e Ferreira

O Cruzeirinho foi um grande time de Fraiburgo na década de 80, também conhecido como o time do seu Orlando da Cruz, técnico e dirigente-mor da agremiação e um dos apoiadores do esporte amador fraiburguense.  A base do time era formado pela família Cruz e Ferreira (capitaneados por Valdecir).

O alvi-celeste fraiburguense surgiu em 1975. Antigamente tinha-se o hábito de dar muito os nomes de time, em alusão aos grandes times do Brasil, e como não se tinha tanta disponibilidade de malharias como hoje em dia (comprava-se as camisas prontas, no caso), foi dali, que surgiu o nome “Cruzeirinho”.

Caracterizou-se por se manter em atividade durante o ano todo, com amistosos, torneios e competições, o que despertou o interesse de vários atletas de outras agremiações.

  • Na foto em destaque da matéria: Milton, Zeca, Tiné, João, Valdir Becker, Elói, Pedrão, Luiz Cruz, Valdecir, Orlando Cruz. Agachados: Normélio, Paulo Balestrin, Marcos Barbeiro, Neuso, Machado, Bozo, Irvandes Ferreiras. 

O GOLEIRO VALDIR BECKER

Uma grande equipe começa por um grande goleiro. Esta tese pode ser comprovada nas equipes em que atuou Valdir Becker.

1987 – Em destaque o goleiro Valdir Becker (conhecido também como Perdigueiro), que veio do São Paulinho para defender o Cruzeirinho e marcar seu nome na história da equipe, por ser uma grande líder.

Um grande líder, dentro e fora das quatro linhas, sempre fez dessa liderança sua marca registrada. Com passagem marcante no Cruzeirinho, nos meados dos anos 70 e inicio dos anos 80, fez parte da equipe da AER Renar, multicampeã na região e estado. Mesmo na maioria das vezes barrado pela performance de Dagmar (titular), um quase intocável na posição de goleiro. Sem sombra de dúvidas, deixou um legado de orgulho, ao filho Rafael que seguiu os passos do pai, também como goleiro, comentou Itamar da Silva, o Diabinho ao La Pelota.

Seu filho Rafael, que aparece de goleiro na foto, com a camisa verde

Valdir muitas vezes foi chamado de psicólogo do time, por sempre ter uma palavra amiga de incentivo e apoio, principalmente aos mais novos, e é claro devido ao seu auto astral. Outro ponto forte era o apoio incondicional nas questões administrativas da equipe, sempre correndo atrás de apoio.

Falar de Valdir Becker, teria que ter um mês, quinze dias pelo menos, até mais tempo. Este cara foi marcante na vida de muita gente, principalmente na minha. Meu grande amigo, um fanático, um doente pelo esporte. Era um cara muito folclórico, fazia todo mundo alegre, na sua presença não tinha tristeza. Era um cara muito especial, que merece ser lembrado sempre. Pena que Deus levou para junto dele. Valdir Becker não era um exímio goleiro, mas a presença dele em qualquer time, era sinal de muita motivação e alegria. Ele movimentava todo mundo. No Estadual de Amadores de 1985 pela Renar, fazia chover fora de campo. Era um cara muito alegre, muito feliz, por isso faz muita falta. Eu sou suspeito em falar dele, pra mim ele não era um amigo, era um verdadeiro irmão. Valdir Becker este deixou marcado na sua vida, para nós amigos. Foi um cara espetacular, e tenho a certeza que ninguém vai me desmentir disso, comentou o locutor Nilton Silva, da Rádio Simpatia FM de Campos Novos.

Valdir era um verdadeiro apaixonado pelo Palmeiras

Valdir nasceu em 29 de novembro de 1959 e faleceu por complicações de diabetes, em 27 de maio de 2006, aos 46 anos.

O Cruzeiro conquistou um título municipal de Fraiburgo, em 1982, numa época de soberania da FACELPA (Trombini). Um título muito marcante.

Um dos craques da equipe era Toninho Cordeiro, o Estrelinha, que comentou:

Foi uma satisfação enorme atuar no Cruzeirinho. Na época nos sentíamos craque de bola. O grande legado que fica são as amizades e as histórias.

 

A partir de meados de 84/85, os principais atletas do Cruzeirinho, passaram a integrar a equipe da Renar, que posteriormente viria a se sagrar campeã estadual de amadores. Porém o time ainda assim manteve-se a duras penas, fechando as portas, no final de 1986.

Vários atletas do Cruzeirinho fizeram parte do elenco da Renar, campeão do Estadual de Amadores de 1985

FAMÍLIA CRUZ: a paixão pelo esporte

Orlando Alberto da Cruz e Bernardina, ambos professores, casaram-se em 1957. Constituíram uma família de dez filhos (cinco homens e cinco mulheres). Por anos residiram na localidade de Canhada Funda, até se mudarem para a cidade. As filhas inclusive, chegaram a jogar em São Bento do Sul, mostrando também o potencial feminino da família desportista, afinal os filhos “homens”, dispensam comentários: Noel, Normélio, Pedrão e Moacir (Pipoca).

Não identificado, Dilvo Cendron, Diabo Loiro 1, Dirceu, Estrelinha, Fortinho, Pedrão, Valdir Becker e Hugo Lemos Agachados: Aramis, Machado, Ido, Serginho, Leone, Buthia, Claudio

ORLANDO CRUZ

Orlando é filho de Augusto Alberto da Cruz e Eledina Francisca da Cruz, nascido em 27 de março de 1928, em Piratuba – SC, que na época ainda fazia parte do município de Campos Novos. Orlando teve 11 irmãos legítimos (de sangue) e 1 adotivo. Em 1967 foi transferido para Fraiburgo, na localidade de Santa Luzia. Nessa época o prefeito municipal Sr. Rene Fray, onde exerceu uma liderança brilhante.

Com 17 anos, Orlando, juntamente com seus irmãos, receberam de seus pais um terreno onde construíram campo de futebol, ao qual deram o nome de 15 de Novembro, em homenagem ao dia do aniversário do seu pai. Naquele campo foram realizados muitos jogos amistosos e torneios.

1974 – Orlando Cruz de pé com o chapéu, foi professor de quase todo mundo, em Fraiburgo. Muita história!
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