O nome dele é gol

O velosense Mazico é figura conhecida no esporte regional

“Eu quero ver gol, eu quero ver gol, não precisa ser de placa eu quero ver gol”, com este trecho de música, abrimos esta reportagem especial, para falar de Mazico, afinal gol é com ele mesmo, um legítimo camisa 9.

Edemar Oliveira dos Santos, o Mazico, artilheiro e multicampeão na região, também no futsal, mas principalmente no futebol de campo, onde chegou a atuar profissionalmente no Joaçaba, Clube Atlético Fraiburgo (CAF) e Videira Esporte Clube (VEC).

O APELIDO

Ainda nos tempos de Moleque Bom de Bola, em Salto Veloso, meu apelido era “Ma”. Sempre gostei de cobrar faltas e sempre comentava do “Zico”, o maior batedor de faltas na minha opinião. O já falecido Pipi Cantú, então criou a alcunha “Mazico” e dali pra frente, passei a ser chamado desta forma.

FAMÍLIA

Nascido em Salto Veloso no dia 11 de setembro de 1979; filho de seu Juvelino e Dona Maria Izolina, e integrante de uma família de irmãos ligados ao esporte (Ede, Dimas e Ligeirinho). Dimas, sem dúvidas, o de maior destaque, atua no futsal e chegou a defender a seleção brasileira.

Dimas, irmão de Mazico, em ação pela seleção brasileira de futsal, onde disputou 52 jogos, balançou a rede 42 vezes e conquistou cinco títulos: Sul-Americano Sub-20, Grand Prix de 2005 e 2015, Jogos da Lusofonia em 2006 e Sul-Americano em 2016.

No juniores, Mazico jogou no time do Careca de Campinas (SP), onde foi um dos artilheiros da equipe e chegou a receber sondagens do Corinthians, na época.

Fez testes no Vasco da Gama, por 3 meses, lá teve contato com Juninho Pernambucano, Fabiano Eller, Nasa, entre outros.

Retornando a Santa Catarina, ganhou notoriedade como centroavante. Dono de um potente e preciso chute, balançou as redes e empilhou taças em inúmeras oportunidades.

Paulinho França falou sobre Mazico ao La Pelota: Grande Maza, lembro dele ‘juvena’ como nos falávamos para os moleque dos juniores. Em 1998, eu estava no profissional do Joaçaba e dai lá nos juniores ele já chamava a atenção pelo seu estilo de jogar, habilidoso e de batida na bola diferenciada. Foi então que o Mauro Ovelha convocou para ele juntar-se a nós no Profissional. Foi um ano difícil para todos, salários atrasados, estrutura precária, mesmo assim chegamos ate a semifinal onde infelizmente teve o caso da salmonela que ficamos sem 6 titulares para jogar. Para ser sincero, não estou lembrado se o Mazico jogou aquele jogo, mas lembro que ele não pegou a intoxicação (risos) pois ele não morava com a gente (nós morávamos embaixo da arquibancada).

No CAF Fraiburgo, em 2000/2001, Mazico era o coringa do time: jogava em todas as posições.
No Fraiburgo, joguei de lateral esquerdo. Eu era o coringa do time, na época comandado pelo Eduardo. Joguei onze partidas e levei apenas um cartão amarelo. Joguei de zagueiro, lateral esquerdo, direito. O irmão do Cafu (Mauro) fazia a lateral direita e eu a esquerda. Foram onze partidas de invencibilidade, comentou Mazico ao La Pelota.
GOLAÇO EM PINHEIRO PRETO

Na opinião deste que escreve, Mazico foi autor de um dos gols mais bonitos do Ginásio de Esportes de Pinheiro Preto: cavadinha em cobrança de tiro livre, onde o goleiro Biguá estava adiantado, no Municipal de Futsal em 2005. Sua equipe a Vinhos Randon ficou com o título na oportunidade.

Campeão em Pinheiro Preto: o terceiro em pé, da esquerda para a direita

CHUVA DE GOLS NA FINAL

Na final da 1ª e única edição do Regional de Futsal da LEOC – Taça Nova Líder, Mazico comandou uma reação incrível da equipe de Pinheiro Preto, que ficou campeão naquela temporada. Salvo engano, foram dez gols, naquela decisão, diante de Herval D’ Oeste. Não tinha como né? Foi o artilheiro, melhor em quadra, destaque da competição e estoque de gols atualizado, com sucesso.

  • Em Pinheiro Preto, vitória de Herval D’ Oeste por 6 a 3. Em Herval, Pinheiro Preto venceu no tempo normal por 10 a 5. Na prorrogação empate em 5 a 5, e na morte súbita 1 a 0 para Pinheiro Preto.
Alguns dos inúmeros troféus de artilheiro

Mazico foi um dos caras mais queridos da região e isso prova a pessoa que é. De alta técnica e conhecimento de boleiro, joga campeonatos na região inteira até hoje. É um amigo que a vida me deu, comentou Itamar da Silva, o Diabinho ao La Pelota.

Mazico, no Joaçaba

Os CDs em Joaçaba

Um fato engraçado do Mazico foi que ele era um garoto muito bom, muito humilde e ele levava uns CD para nos escutar lá em Joaçaba. O Lita que jogava e judiava dele pegava os CDs emprestado e não devolvia mais. O Mazico por ser do Juniores na época, não pedia de volta. Ele só comentava que o CDs eram do irmão dele para ver se devolvíamos (risos). Ele nem sabe mais ainda tenho uns três CD dele aqui, por sinal muito bons. Depois daquele ano joguei em outros clubes, não acompanhei mais ele , depois se encontramos no amador em Pinheiro Preto e ficamos campeões ali e também no Pinheiros de Campos novos. Ele sempre fazendo os gols dele, importantes para nós. Sempre na humildade vinha e me abraçava e falava que tinha o prazer de jogar comigo. Ele dizia que era só eu deixar ele na cara do gol, que ele varia os gols para nossa equipe, e realmente ele tinha estrela e fazia mesmo. Artilheiro nato, uma pena Santa Catarina não ter referências no futebol naqueles anos, se não com certeza o voo do Mazico no futebol com certeza seria bem mais alto, finalizou Paulinho França.

Campeão com o Nacional de Ipira, sob o comando do técnico Paulão

GOL DO MEIO CAMPO?

Acompanhei algumas partidas de Mazico, e uma de suas manias é assim que a bola rola (seja inicio de jogo, ou segundo tempo), chutar para o gol, na tentativa de pegar o goleiro adversário desprevenido.

Mazico, muitos gols, títulos e também muitas histórias Mais um dos personagens da bola!

Na Copa Regional dos Campeões de 2019, foi duas vezes eleitos o CARA DO JOGO.

Atualmente Mazico defende as cores do Master da Chapecoense.

Escrito por Gillian Olivo
VEJA TAMBÉM
COMENTÁRIOS
Carregando