Grandes esquadrões: Joaçaba 1979

Em 1979, equipe joaçabense jogou a elite do futebol catarinense

O resgate ainda do ano de 2012, do Portal Éder Luiz, relembra com nostalgia a época em que Joaçaba Esporte Clube disputava a elite do futebol catarinense.

Em 1979 o time participava do campeonato estadual e reunia em seu elenco atletas de várias partes do Brasil. Um time forte e que muito bem representava o município e a região.

A foto é parte do arquivo de Nézio Ouriques e foi enviada pelo leitor Paulo Coppi, que também levantou a escalação do time.

Em pé: Betico, Sydnei, Baiano, Casagrande, Renato e Trouxinha

Agachados: Jaime, Caco, Luis Eduardo, Paulo Roberto e Tonho

  • Fonte: Éder Luiz
HISTÓRIAS DA BOLA (Contada pelo Diário Catarinense)

BETICO, O HOMEM QUE QUEBROU OS APOSTADORES DA LOTERIA FEDERAL

Com o o gol que fez contra o Figueirense em 1978, jogo que valia a Loteria Esportiva, uma bola que Paulo Roberto deixou passar entre as pernas, sobrando pra Betico que mandou com carinho para dentro do gol, garantindo o empate em 3 a 3, resultado importante para o Joaçaba, mas que frustrou vários apostadores da Loteria Federal, que haviam apostado é claro, no Figueirense. Deu zebra!

Relato do Facebook do JAC Joaçaba

O primeiro jogo do Joaçaba na Loteria Esportiva foi contra o Figueirense, o detalhe é que seria realizado no domingo a noite, quando todos os outros jogos já estariam encerrados, ou seja: era por FIG x JEC que os apostadores com doze pontos ficaram torcendo, agora a incrível história, no depoimento de Paulo Roberto: Nosso jogo foi a noite, porque houve uma preliminar antes entre Avaí e Marcílio Dias. Ai começou assim, 1×0 para nós, gol do Derly. Logo depois ele da um carrinho em um jogador do Figueira, o Bezerra da cartão amarelo, o neguinho retruca: Se me der outro cartão, te dou um murro. O Bezzera que não gostava de ser enfrentado, não teve dúvida… vermelho no ato. Ele tinha acabado de fazer o nosso gol, o Figueira era bom, um timaço, não demorou empatou, depois no segundo tempo fez 2×1, depois 3×1, já no finalzinho. No estádio tinha um relógio que marcava o tempo, olhei o relógio já tava no final, chamei o Taco. — Taco, não dá essa bola para ninguém, só eu e tu até o final. Demos a saída e fomos trocando passes até a área do Figueira, dali meti um canudo e estava chovendo, e… agora foi. O bandeira correu para o meio do campo e o goleiro do Figueira pegou a bola bateu o tiro de meta, o Pinga, zagueiro, saiu jogando e eu corri atrás do Pinga, e o Celso lateral esquerdo, pegou a bola com a mão e correu pro Juiz: — Tu é cego, não viu o bandeira dando gol? (xingando o juiz). O Bezerra olhou para mim e me disse: — Eu vou lá ver aquela rede. Se não estiver furada, eu vou te suspender por dois anos. Eu retruquei: — E se estiver? Você pede afastamento por um ano? Ele foi, viu a rede tava furada e deu o gol, 3×2. A torcida do Avaí atrás do gol vibrava. Finalzinho… o Figueira ataca, o Betico rouba a bola e dá no Celso, só ele magrinho daquele jeito para dar um pique no final e cruzar a bola. Vinha eu com três em cima de mim, abri as pernas e deixei passar, o Betico veio sozinho, era a última bola, o Betico tinha o hábito de mandar um chutão que ia parar no Silveirão, só que naquela bola ele só rolou, mansa, pro fundo do gol, 3×3. O Betico nunca chutava a bola devagar, mas aquela foi, mansa, rolandinho. Foi aquela festa no vestiário. O mais incrível de tudo, é que… quem ganhou a aposta, foi um torcedor de Erval Velho, irei contar na próxima postagem, junto com a história da zebrinha, da loteria esportiva.

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