Onévio Bettoni: apoiador e amante do esporte

O homem que foi atropelado por um caminhão durante uma partida de futebol

Conheça um pouco da vida de Onévio Bettoni, um dos grandes apoiadores do esporte videirense

Nascido em Serra Alta, município de Herval D’Oeste, no ano de 1947, mas que com  apenas dois anos de idade, mudou-se para o Passo da Felicidade, em Videira, onde viveu até os 10 anos, antes de ir estudar em Joaçaba.

Meu primeiro emprego, foi como tocador de sino, no Passo da Felicidade. Tocava o sino de manhã, meio dia e a noite. Recordo também, que tínhamos um armazém que vendia de tudo; um certo dia, minha mãe, levou um tiro de raspão na perna, logicamente não era pra ela. Relembro também, do clássico Primavera e Ferradura, enfim, são boas lembranças do tempo de infância. A viagem de Herval D’Oeste até Videira, demorava um dia. Se falar isso hoje, ninguém acredita.

A vinda para Videira, se deu pelo motivo da criação de uma sociedade anônima – Movisa (Moinho Videirense SA). No moinho, processava por exemplo, trigo, fuba e arroz.

Outro fato marcante, foi quando, fui atropelado por um caminhão, dentro do campo, enquanto jogava uma partida de futebol. O delegado de Marari (que na época era município), ligou o caminhão e aproveitou quando a bola estava no outro lado na mão do goleiro para atravessar o campo. O goleiro deu um balão, e a bola veio para a defesa, e eu sem perceber, quando fui cabecear a bola, bati no caminhão, acabei de fato, dando uma cabeçada na carroceria. Eu queria continuar no jogo, mas meu pai me levou para uma Farmácia de Mararia (não tinha hospital na época), onde recebi 8 pontos.

Depois Onévio, foi estudar em Joaçaba, no Colégio Frei Rogério, dos irmãos Maristas. Anos mais tarde, foi estudar em Getúlio Vargas, no Rio Grande do Sul. Desde criança, seu esporte de preferência foi o tênis de mesa (na época ainda ping pong).

Equipe do Primavera que ficou campeão em um Torneio de Futebol, em Santa Lúcia, com um gol bastante polêmico.

No futebol sempre fui perna de pau, por isso geralmente jogava de goleiro. Atuei no Arrastão, Atlântico, Mecânica Atlas e Perdigãozinho, por exemplo. Recordo de dois Torneios, um que vencemos em Santa Lúcia, com a equipe do Primavera do Passo da Felicidade, e outro que atuei de goleiro pela equipe da Mecânica Atlas.

Onevio de goleiro, no Campeonato Varzeano de Futsal, atuando pela Mecânica Atlas. Mais de  30 times participaram daquele torneio: Bugrinho e o Colla, eram os feras daquela equipe.

Em 1965, ano que completou 18 anos, foi trabalhar no Departamento Pessoal da Perdigão, onde acompanhou de perto e inclusive teve a oportunidade de assistir vários jogos da Sociedade Esportiva Perdigão, inclusive o jogo decisivo, em Joaçaba, diante do Comercial, que mesmo com a derrota, culminou com o título catarinense de 1966, da equipe videirense.

Em 1966, serviu o Exército (por obrigação), onde foi o melhor soldado do Batalhão.

Formatura de Cabo (Exército), em 1966 – Porto União. Ao lado de Onévio Bettoni, Wanderlei Argenta
Formatura de técnico de Contabilidade em 1967 – Recebendo diploma do prefeito do Waldemar Kleinubing

Curiosidades

  • Seu Onévio, trabalhou também como garçom no Dalvesco e no Hotel Schimit;
  • Foi aluno da 1ª turma de Ciências  Contábeis de Videira (UNOESC). Formou-se em 1977. Após isso, foi professor de Contabilidade por 6 anos, no Colégio Imaculada Conceição;
  • Era inteligente e muito dedicados aos estudos. Em outras palavras era, “CDF” (Cérebro de Ferro).

Em 1977, comecei a tomar ainda mais gosto pelo tênis de mesa. Teve um torneio da faculdade, no Colégio Imaculada Conceição, e lembro com muita alegria que minha turma , ficou com o título e eu, fiz o ponto final. O torneio era da FAVI, atualmente UNOESC.

1ª Taça de Tênis de Mesa Faculdade Ciências Contábeis – Diretório Acadêmico 11 de Julho, disputado onde hoje é o CIC
A Loja Placidio

Em maio de 1984, fundou a Loja Placidio, que inicialmente vendia apenas calçados masculino e feminino. Antes da criação da Loja, seu Onévio trabalhou por 30 anos, como contador da empresa Argenta, que na época tinha negócios em Campinas (São Paulo). Onévio foi pra lá supervisionar um serviço e conheceu um senhor chamado “Placidio”, que pediu para ele, se não queria começar a vender uns calçados, como representante. Aí, surgiu a ideia da loja e do nome.

A Loja Placidio, atualmente trabalha com todo setor de calçados masculino e feminino e uma área completa para todos as modalidades esportivas, sem contar que é um das empresas, que mais apoia e incentiva o esporte de Videira e região.

Quando a Loja Placidio completou 30 anos foi dado um Kit Completo de Tênis de Mesa, para seis comunidades de Videira.

2000 – Associação Videirense de Tênis de Mesa

No início do ano milênio, Onevio Bettoni ajudou a fundar a Associação Videirense de Tênis de Mesa, que ao longo destes 20 anos, conquistou inúmeros títulos para Videira. Seu Onévio, é presidente da AVTM até os dias atuais.

Em 2000, foi disputada a 1ª Copa Placidio, no SESI.

2008 – Inicio das Copa Placidio

Em 2008, a Loja Placidio, começou a organizar competições esportivas. Primeiro foi o Futebol Suíço Master e Feminino, depois veio o Futebol campo (Master, Quarentinha, Cinquentinha e agora o 5.5), também apoia o Futsal (em parceria com o Cabo Rio das Pedras, organiza o Regional de Futsal de Categorias de Base, onde já são seis edições).

Adelmo Albiero (no futebol) e Cabo Gilmar (no futsal), são seus grandes parceiros na realização destes eventos. Não podemos esquecer de citar a Rádio Videira, que desde o início acreditou no projeto.

A ideia da criação da Copa Placidio, foi do Wilsinho do Amarante, que me incentivou a criar a competição. De lá pra cá, fomos tomando gosto

Time do Wilsinho na 1ª Copa Placidio
Por onde passa, Onevio Bettoni distribui brindes

Sempre primou pelo Esporte Lazer, em detrimento ao esporte de competição, afinal para ele, este é o grande objetivo do esporte, a promoção da saúde.

Onévio é um apaixonado também pelas comunidades do Interior, por saber da realidade, leva as competições para estes espaços.

Em 2019, recebeu uma “Moção de Aplausos” na Câmara de Vereadores de Videira, pelos serviços prestados ao esporte videirense: Sem dúvida, justa e merecida homenagem

FAMÍLIA

Onévio Bettoni é casado com Brigida Bettoni, pai de duas filhas: Vanessa e Melissa. Seus avôs vieram de Pinto Bandeira, cidade próxima a Bento Gonçalves (RS).

Onévio pertence a uma família de sete irmãos, sendo o mais velho. Seus pais Silvino e Maria Luiza Parisi Bettoni, juntamente com toda a família se mudaram para Curitiba, em 1976, porém Onévio, na época já casado, resolveu ficar em Videira

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