O dia de glória do Pardal

Em 2004, o Carboni faturou o título da 2ª Divisão


Em 2004, o Esporte Clube Carboni, sagrou-se campeão da 2ª Divisão do Municipal de Futebol de Videira.

O adversário (Nova Era) havia vencido a primeira partida da decisão, por 3 a 1 e estava na frente do marcador, no segundo jogo. Foi quando, começou a brilhar a estrela do técnico Maziero e do “repórter esportivo”, ops, atleta Pardal. O Carboni empatou em 1 a 1, e Pardal de cabeça, marcou o 2 a 1, que levou a decisão para os pênaltis. Na marca da cal, a equipe do Carboni foi mais eficiente ficando com o inédito título.

LA MANO DE PARDAL

Quem não lembra da La Mano de Dios de Diego Maradona? Mas a do Pardal, poucos devem recordar. Não se preocupe o La Pelota, conta pra você!

No primeiro jogo da decisão, já estava 3 a 0 pro Nova Era. Teve um escanteio pro Carboni e Pardal saltou (acho que não passava uma gilete embaixo, mas tudo bem); a bola ia sair e ele deu um tapa discreto pro gol.

 “Ouvi um apito e olhei pro Bolinha (Alceu de Souza) que estava de assistente e ele não correu pro meio. Olhei pro Adelmo, que era o árbitro da partida, e comecei a reclamar. “Foi de cabeça, Adelmo… foi de cabeça”, eu gritava. O Adelmo olhou pra mim com um sorriso e disse: “Eu dei o gol. Você quer o que mais?”

Pardal e seu filho, com a coleção de camisas

A COMEMORAÇÃO DO GOL, QUE NINGUÉM ENTENDEU

No segundo jogo, o Estádio Municipal Luiz Leoni, estava lotado porque na partida de fundo o América enfrentaria o Colorado com arbitragem do Margarida, isso pela 1ª Divisão. Na segundona, o Carboni saiu atrás no marcador no jogo final e precisava da vitória simples, haja vista que não tinha saldo de gols.

  • Na 1ª divisão daquela temporada, o título ficou com o Colorado, que venceu o América nos pênaltis.

O Nova Era já tinha preparado a festa porque já tinham ganhado três vezes do EC Carboni naquele ano. Inclusive um impiedoso, 4 a 0 na primeira fase.

No intervalo o técnico Maziero disse assim: “Precisamos tentar algo novo, pois precisamos da vitória. Então sai o Dalla para a entrada do Pardal. O Dalla estava arrumando as meias e olhou indignado e disse: “Você é o treinador e quem decide, mas eu acho que você está errado”. E saiu bravo do vestiário.

Pardal olhou pro Palito, seu companheiro de time e disse: “Vou fazer um gol e saio imitando uma águia (que era o mascote do Nova Era) e você atira”. Palito concordou, fizemos isso, mas ninguém no estádio entendeu. (risos). Depois da comemoração do gol. Palito simbolizou um tiro, eu cai no gramado, encenando uma águia que havia sido abatida

Pardal, o segundo em pé, da esquerda para a direita

Pardal era volante e reserva do time, porém se mostrou iluminado: dos 3 gols do time nas duas partidas da decisão ele anotou dois.

O mais difícil mesmo, imagino eu, deve ter sido controlar a empolgação na hora de produzir a matéria esportiva (risos) do dia seguinte. E daí, é claro: “Se aposentou, no auge”.

QUE FASE! GOLEIRO COM CÂIMBRAS

Há uns cinco anos atrás (depois de muito tempo sem atuar, é claro), em uma partida amistosa de futebol suíço, em Salto Veloso, Pardal atuou de goleiro. Sofreu com câimbras, logo aos 20 minutos do primeiro tempo. Quem te viu, quem te vê!

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