Juventude Rio Tigre: Bicampeão do Interior de Videira – 96 e 97

Na final de 97, teve confusão com a arbitragem. Relembre com o La Pelota!

O Juventude da comunidade do Rio Tigre possui inúmeros títulos no futebol, tanto regional (Copa Arroio Trinta – Taça ACIAT, Copa Vagner Pilatti, Torneios), mas principalmente conquistas a nível municipal, nos primórdios no extinto campeonato do interior e no histórico recente, os títulos do municipal unificado (Série A).

A priori, são cinco conquistas do Interior (podendo ter mais é claro): 1996, 1997, 2001, 2002 e 2004. Três, no histórico recente na cidade (2016, 2017 e 2018, em parceria com o Quiosque Testolin), além de algumas Taça Cidade Interior, competição que envolvia o campeão da cidade x campeão do interior da temporada.

Na foto em destaque da matéria, jogo da entrega das faixas, em 1998, em alusão a conquista do ano de 1997. O amistoso foi diante de uma equipe do município de Joaçaba.

Em pé da esquerda para a direita: Luciano Micheletto, Edemilson, Alemão, Edinho, Buzanello, Luiz, Sérgio e Valmir

Agachados: Divonir Rigo, Melão, Gilton, Caroço, Wagner Pilatti, Riva, Vinagre Rabuske e Dirceu.

  • O título de 1996 da equipe do Juventude do Rio Tigre, foi conquistado diante da equipe do Ferradura do Passo da Felicidade;
  • Já o de 1997, diante do Monte Alto da comunidade de Aparecida
CONFUSÃO NA DECISÃO DE 1997: JUVENTUDE x MONTE ALTO

Na decisão do Futebol do Interior de 1997, a partida final na comunidade de Rio Tigre não encerrou, por um lance polêmico, onde um atleta do Rio Tigre deu uma cotovelada no adversário dentro da área, com a bola parada. O árbitro Juarez Cislaghi, expulsou o atleta e marcou pênalti a favor do Monte Alto de Aparecida, já no fim do jogo. A equipe visitante, converteu a cobrança, decretando o empate, em 3 a 3, que levou o jogo para a prorrogação.

  • A primeira partida que aconteceu na Aparecida, acabou em empate, em 0 a 0.

Após o apito final, a informação chegou a campo (até porquê, poucos eram conhecedores profundos da regra), que o pênalti, não poderia ter sido marcado, apenas sim, o atleta ser expulso, afinal a bola não estava em jogo.

Resumo: Reclamação veemente para cima da arbitragem da partida. Segundo alguns relatos, o árbitro chegou a ter a camisa arrancada (que fique bem claro. Dizem, não afirmamos!).

O jogo foi então paralisado! Como também já ia escurecendo a sequência da partida (prorrogação de 30 minutos), aconteceu, em outra data, no Estádio Municipal Luiz Leoni, com grande público, afinal os comentários é que o ‘pau ia cantar ‘ (fato que não se confirmou; equipes só jogaram bola).

  • Na prorrogação o Juventude atuou com 10 jogadores e o Monte Alto com 11;

No Estádio (no dia 07 de setembro de 1997), já com os ânimos mais calmos, o empate permaneceu na prorrogação e a decisão foi para os pênaltis. Mesmo perdendo as duas primeiras cobranças (Dirceu e Edmilson), o Juventude do Rio Tigre encontrou forças e aliada a qualidade de seu goleiro Gilton, conseguiu conquistar o título.

  • Gilton pegou o pênalti decisivo de Flávio Pagno

O ERRO E A VIRTUDE DE UM GRANDE ÁRBITRO

Quanto ao árbitro da partida, era considerado um dos melhores da região e após cometer o erro foi a campo –  no domingo seguinte para arbitrar a continuidade do jogo, mostrando seu ‘profissionalismo’ e coragem.

Não se omitiu de seu compromisso, pelo contrário, bateu no peito chamando a responsabilidade, mostrando a competência que lhe era peculiar e deu prosseguimento ao jogo, coisa que poucos conseguiriam, mas Juarez se mostrou inflexível e o campeonato foi decidido em campo!

 

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