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Garrincha, em Videira – 1976

No ‘Recordar é Viver’ desta semana, utilizamos de um rico acervo do extinto Blog Boteco do Pardal.

Em 11 de julho de 1976, o Milionários Futebol Clube (equipe famosa por reunir ex-jogadores) veio a Videira no Estádio Municipal Luzi Leoni, fazer um amistoso contra o Videira Atlético Clube (VAC), formado basicamente por ex-jogadores da Perdigão, campeões estaduais em 1966 e mais alguns craques do futebol amador da cidade.

Djalma Santos, Fio Maravilha e Garrincha eram alguns dos veteranos craques da equipe dos Milionários. A partida terminou empatada em 1 a 1, com gols de Cantu para o VAC e Capitão para o Milionários, com renda de 76 mil.

A foto em destaque, traz Milton “Peixe Flores” e Tule junto com Garrincha (observem a perna torta)

Coube a Luiz Jacinto da Rosa, o Galego marcar Mané Garrincha…


Milionários saiu jogando com: Barbozinha, Djalma Santos, Minuca, Tarciso e Oreco. Valdir e Capitão. Garrincha, Frazão, Fio Maravilha e Robson.

HISTÓRIAS DA BOLA

A PRIMEIRA MORTE DE GARRINCHA

O grande jogo em Videira, foi acompanhado por milhares de pessoas no Estádio Municipal Luiz Leoni, que se encantaram com os dribles mágicos do anjo de pernas tortas, principalmente pra cima do Galego, que fora incumbido de marcá-lo naquele dia. Mas a nossa história começa um pouco antes, mais precisamente na noite anterior ao jogo, logo após o jantar dos Milionários em Videira. Como é de praxe nestes confrontos de veteranos as equipes chegam um dia antes e fazem uma festa com os locais, regado a bebida e muita comida.

Como todos sabem Garrincha sofreu somente com um marcador durante toda sua vida: o álcool. Naquela noite a história não foi diferente e Mané exagerou mais uma vez e acabou passando mal, tanto que foi carregado para a farmácia de plantão. A Farmácia Videira, de propriedade de Domingos Forlin, estava aberta e no plantão trabalhava Luiz Carlos Geremias, um fã incondicional de Mané Garrincha. Assim como todo o país, Geremias sabia do problema de Garrincha com o álcool, mas o estado deplorável em que ele viu pela primeira vez seu maior ídolo fez com que ele se decepcionasse demais e naquela noite um dos maiores gênios da bola perdeu um de seus maiores fãs. Para Geremias, Garrincha morreu em 1976, para o resto do país, sete anos mais tarde.


GARRINCHA

Manoel dos Santos, o Garrincha, o melhor ponta direita que o mundo já viu, nasceu em Pau Grande, Distrito de Magé, no Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 1933 e morreu pobre, também no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1983, com 49 anos.

Genial com a bola nos pés, o anjo de pernas tortas, como era chamado, foi castigado pela vida boêmia que teve após deixar os gramados. O apelido era o nome de um passarinho, que quando garoto o ponta gostava de caçar.

Começou a carreira no Botafogo em 1953. Foi peça essencial nas seleções brasileiras de 1958 e 1962, que conquistaram, respectivamente, as Copas da Suécia e do Chile. Aliás, em 1962 Garrincha foi o grande astro do time brasileiro. Sem Pelé, que se contundiu ainda na primeira fase da competição, o ponta direita do Botafogo chamou a responsabilidade para si e desequilibrou.
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